A tragédia de todos nós

Este deveria ser um post festivo. Não é. Em virtude dos acontecimentos em Santa Maria, republico abaixo o único comentário que consegui fazer até agora. Força às famílias. Força a todos nós.

É bastante provável que você não tenha nenhum familiar, amigo ou conhecido entre as vítimas. Que tenha passado poucas vezes por Santa Maria, talvez nenhuma. Mas é preciso admitir: a tragédia da boate Kiss, invariavelmente, chega muito perto de todos nós.

Meu cunhado perdeu dois amigos. Um vizinho tinha um sobrinho entre as vítimas. E basta conversar com mais pessoas – em qualquer lugar ou ocasião – para descobrir diferentes graus de proximidade com a tragédia: um casal que perdeu a filha, o primo de um amigo, a namorada de alguém.

Todos nós estamos ligados às vítimas. Aqui e ali, despontam os relatos de uma dor que ultrapassa o círculo de luto dos familiares e se torna também um pouco nossa: a vontade de chorar, o nó na garganta, as orações, a solidariedade urgente, o ímpeto de doar sangue agora mesmo.

É uma tragédia nossa, de todos nós. E não é preciso forçar a imaginação para se ver na pele de mães e pais que agora choram seus filhos, ou na de amigos que perderam seus amigos. Nós é que poderíamos estar no lugar deles. De certa forma, estamos.

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