O silêncio gritante

Fez-se o minuto de silêncio antes de o Inter se tornar oficialmente o Inter de Dunga.

Um silêncio gritante, sepulcral. Um silêncio pesado. Quem prestava atenção podia ouvir o barulho do sol faiscando sobre o concreto de Gravataí.

Provavelmente será assim, também, na Arena, logo mais, quando o Grêmio enfrenta a LDU. E que bom que será assim.

Há quem veja o Internacional como um negócio. Uma simples empresa dotada de planejamento, estatística, tática e resultados. Um empreendimento científico e frio, cada vez mais fechado ao improviso. E talvez seja isso mesmo.

Mas, nestes tempos duros em que o futebol parece cada vez mais distanciado de tudo aquilo que nos apaixona e emociona, é bom sentir o coração esmorecer ao se olhar para um estádio com a torcida e os 22 jogadores completamente parados, pesarosos com a maior tragédia da história do Rio Grande do Sul.

O Inter e o futebol, enfim, continuam sendo humanos.

 

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