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Feliz aniversário! Feliz 2013! – À Sombra dos Eucaliptos

Feliz aniversário! Feliz 2013!

Feliz aniversário! Antes de qualquer coisa, quero desejar vida longa ao nosso radioso e varonil Sport Club Internacional. Um clube com uma torcida vibrante e persistente. Um mar vermelho que sobreviveu à tristeza da década de 1990, degustando a alegria da emoção redentora na vitória sobre o genial Barcelona do Ronaldinho. Gostaria de multiplicar e difundir ao resto do planeta o nosso sentimento de amor pelo Inter, pelo eterno Rolo Compressor. Talvez por esta razão, ou (quem sabe?) por carregar comigo a semente infindável da esperança, trato de desenvolver esta crônica de balanço do ainda morno ano de 2013 com os ares revigorantes do otimismo.

Organizar os bastidores e o vestiário do elenco principal congrega tarefas complexas e bastante necessárias a um clube de futebol. Os episódios que marcaram a temporada passada foram repletos de erros nesse sentido. Investimos em treinadores que não conseguiram dar a sua cara à equipe, não foram exitosos em imprimir o seu estilo ao grupo de jogadores. Afora o imponderável, a grande maioria dos problemas de campo vistos em 2012 tinha ligação com a instabilidade geral que atravessava o Inter. A novela “Reforma do Beira-Rio”, o “Caso Oscar”, as divergências dos atletas com os treinadores, as convocações frequentes dos melhores talentos, as lesões intermináveis, enfim, tudo isso constituiu as duas faces de uma moeda cravada pela derrota. Em 2013, as coisas estão se apresentando de um modo diferente, dia após dia.

A contratação de Dunga e Paulo Paixão, mesmo com o suporte de dirigentes que precisam provar o seu valor, posto que não despertam muita confiança, inegavelmente trouxe organização ao futebol colorado. Com o desmanche do grupo de líderes que dava as cartas nas bandas da Padre Cacique, ficou para D’Alessandro a incumbência de comprar a ideia e protagonizar as ações. D’Ale e Dunga estão afinados, isso é evidente. O gringo joga demais. Willians foi uma baita contratação. Fred é uma afirmação. Dátolo está retornando, aos poucos. Forlán está no caminho da calibragem afinada que já demonstrou nos petardos que gosta de desferir com qualquer uma das pernas. Movimenta-se bem. Caio tem futuro, exibe vontade de melhorar e contribuir. Damião voltou a marcar repetitivamente. Juan e Moledo podem e tendem a se afirmar. Gabriel é vinte vezes melhor que Nei e indica permanecer dedicado.

Do viés tático e técnico, é também inevitável falarmos em avanços – no comparativo com 2012. Ousaria dizer que, desde a barca encaixada pelo filósofo Adenor, o Tite, em 2009, o Inter não possuía tamanha capacidade de marcação. Dá pra ver que o Inter joga com o respaldo de uma distribuição das peças pré-definida pela comissão técnica, fato que ilustra o comando de Dunga, mas que, sobretudo, explicita uma sistemática e uma compactação da equipe dentro de campo. As bolas aéreas ofensivas voltaram a ser uma arma. As aclamadas triangulações em espaços curtos estão ocorrendo com regularidade, acompanhadas de um toque de bola que procura o gol do adversário e progride rumo a ele. Recorremos a menos ligações diretas da defesa ao ataque. O Inter cria várias chances de gol durante os 90 minutos, e tem tido sucesso em convertê-las. Ganhamos os dois clássicos disputados (dane-se quem a vestiu, o que importa é a camisa do Segundão estacionar no lado vencido).

Não tenha dúvidas, prezado leitor. Nem tudo são flores em 2013. Nós estamos sem casa, sem o Gigante, sem a pressão que vem do Guaíba para derrubar os oponentes no templo do futebol gaúcho. Preocupante. É essencial contratar, pelo menos, dois reforços com condições de assumir a titularidade. Um segundo atacante e um meia de articulação, eu diria. Vem aí a farta quantidade de jogos no inverno dos pampas; depois, a farta gama de partidas no calor sufocante dos trópicos. Os ventos que trazem as lesões têm que se afastar em definitivo. Índio e Kléber, com ritmo novamente, por enquanto brilham como uma estrela entre densas nuvens. Dagoberto é uma ausência e tanto. Não consigo gostar do desempenho do Vítor Junior e do Gilberto. Eles dão indícios de que terão pouco a acrescentar.  Por fim, admito que não tenho como enfrentar o calendário: Só jogamos, até agora, contra times que representam desafios pequenos demais para a grandeza do Inter.

Se existe uma verdade nisso tudo, ela reside no olhar otimista do colorado que vos escreve, sempre apaixonado e esperançoso. Como sentir de outra forma, às vésperas de completarmos 104 anos? Lembra aquela manhã de domingo? Recorda o gol do Tinga e os minutos finais daquela catarse coletiva? Não esqueceu o Clemer tirando de mão trocada aquela patada louca do Deco? É… Meu querido irmão colorado, minha querida irmã colorada. Vou te dizer com alegria e humildade: Que venham os rivais à altura, porque se eu acabar errando, vou errar pelo otimismo e pela esperança. Pra cima deles meu Inter!

Bernardo Caprara, Campeão de Tudo.

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