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Minha casa, minha vida – À Sombra dos Eucaliptos

Minha casa, minha vida

Planejamento é uma palavra chave em uma série de empresas, processos, projetos (juro que não usei essa palavra de propósito) e ideias no nosso cotidiano. Afinal, é difícil imaginar que algo seja concretizado sem um cronograma, com metas e projeções específicas, dentro de uma lógica de raciocínio e linha de trabalho.

Pois é. Esse blablabla todo é para falar sobre a condução que temos quanto à casa do Inter este ano. Me parece – e a umas outras dúzias de milhares de torcedores – que faltou o tal planejamento. É uma percepção relativamente simples. A cada partida se abre uma discussão – respaldada pela própria direção do clube – sobre a possibilidade de que o time atue no Centenário (pra mim um estádio mais próximo das nossas demandas), em Novo Hamburgo, em Lajeado…. Já atuamos em diferentes estádios, e até agora, não conseguimos firmar identidade, propósito, e pior, manter uma ação de relacionamento com o torcedor.

Às vésperas de mais uma final de turno a discussão volta ao ponto de outras tantas rodadas anteriores: onde vamos jogar? Qual o local mais adequado do ponto de vista logístico, do retorno de marketing e, agora, levando em conta a facilidade para o adversário? As minhas perguntas são outras: por que diabos discutir isso só agora? Não houve um planejamento a partir do momento que se constatou a necessidade do fechamento do Beira-Rio? (fechamento, aliás, negado até os últimos momentos pela própria direção do clube no ano passado).

Entendo que se coloque o Juventude como fator surpresa, já que não se esperava que um clube atualmente na Série D do Brasileiro eliminasse o time milionário gremista e se colocasse em questão a presença do Inter em Caxias do Sul em uma final de turno (assim como se ocorresse com o Caxias). Mas o planejamento consiste em um plano A, um B e talvez um C. Não podemos ficar reféns de uma discussão pontual a cada jogo, até porque diferentes contextos, repletos de particularidades, surgirão ao longo do Campeonato Brasileiro (sobretudo nos momentos de simultaneidade com a Copa do Brasil).

O estádio pode ser reaberto em setembro, dezembro. Mas isso será reavaliado. A sede será reavaliada. A escolha da cidade para jogar enquanto isso será reavaliada. A reavaliação não deveria ser uma regra, mas uma exceção. Parece que estamos levando a sério a lógica do “viva um dia de cada vez”, que pode ter sentido em frases de compartilhamento no Facebook, ou biscoito da sorte, mas não faz sentido nenhum em uma gestão profissional esportiva.

Em algumas regiões do Brasil se menciona o exemplo do nosso Colorado como expoente na gestão. E eu não discordo. Em muitos pontos avançamos, mas parece que essa condição nos colocou, em vários momentos, em um grau de comodidade, no mínimo, perigoso. Enquanto acertamos em uma série de momentos nas ações de marketing e relacionamento, só para dar um exemplo, é notório o enorme potencial a ser explorado.

Em um pós-vitória, o mais adequado, claro, seria um texto saudando o espírito aguerrido do nosso treinador frente a apatia no segundo tempo ou a dedicação louvável do grupo nos momentos decisivos até agora. Ou ainda o resgate do futebol de alguns atletas. Mas não consigo tirar da cabeça o fato de estarmos incorrendo em erros primários. No projeto, professor. No projeto. Ou na falta dele.

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