Uma eliminação que reflete a mediocridade de uma diretoria

O primeiro tempo foi horroroso. O segundo, apenas um pouco menos ruim. Insuficiente, porém, para que o Inter almejasse qualquer coisa a mais do que a pálida eliminação diante do Atlético Paranaense na Vila Capanema.

O Internacional, em um jogo em que precisava OBRIGATORIAMENTE de pelo menos um gol, criou uma chance. Uma chance de gol ao longo de 90 minutos. Isso é miseravelmente pouco não só para as necessidades intrínsecas ao confronto, mas também para um clube da grandeza do Inter em qualquer circunstância.

E a campanha da Copa do Brasil é algo que apenas reflete a mediocridade reinante no Beira-Rio.

Mediocridade de um elenco que não tem soluções minimamente satisfatórias em vários setores.

Mediocridade de uma direção que não investe; gasta. E que não age; reage. E mal.

Mediocridade de alguns conselheiros que, por meio de um acordão, sonegaram aos sócios do clube o direito de dizerem que não queriam mais dois anos desta gestão que tem nos levado a galope de volta aos anos 1990.

A campanha que se encerrou de maneira deprimente na noite de ontem é apenas mais uma das tantas campanhas tacanhas, insuficientes, da gestão Luigi.

Gastam os tubos, e nos apresentam como melhor opção de companheiro para Juan o esforçado, mas limitadíssimo, Jackson.

Gastam os tubos, e desmontam times em todo meio de temporada sem planejar as reposições, cometendo um despudorado crime lesa-Inter.

Gastam os tubos, e não têm uma filosofia de futebol.

Gastam os tubos, e trocam de treinador como quem troca de cueca, quando treinador, sejamos honestos, é o menor dos nossos problemas. 

A gestão do Luigi Calvário é isso aí. Oitavas, quartas-de-final, com muito esforço e parindo uma bigorna.

A gestão do Luigi Calvário é pra sétimo, oitavo, nono lugar em Campeonato Brasileiro. E que se comemore, pois hoje entendo um pouco melhor o sentido daquela campanha ridícula da última eleição do “podia ser pior”.

Podia, sim.

Com esse pessoal que está liquidando o clube, ainda pode.

É triste dizer isso, mas é a pura verdade: essa gestão do Inter no futebol é uma tragédia tão grande que me faz crer que ainda pode nos levar mais abaixo.

A linha entre a mediocridade e o abismo é mais tênue do que muitos imaginam.

O que eu mais quero na vida é que eles me provem que estou errado e façam uma temporada de 2014 digna, como o primeiro ano do novo Beira-Rio merece.

Entretanto, sincera e melancolicamente, lhes afirmo que custo a crer nesta hipótese, meus amigos.

Como diria o saudoso mestre Cláudio Cabral: oremos.

Notas:

Muriel: 5

Gabriel: 4

Jackson: 4

Juan: 6

Kléber: 5

(Scocco: 3)

João Afonso: 4

Willians: 6

D’alessandro: 4

Jorge Henrique: 4

Otávio: 5

(Forlán: 2)

Leandro Damião: 1

(Rafael Moura: 2)

3 Comentários

  1. alex 24 de outubro de 2013 Reply
  2. MASO 24 de outubro de 2013 Reply
  3. Anderson 24 de outubro de 2013 Reply

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