Não há nada para comemorar

Contra a Ponte Preta, o Inter foi mais uma vez o que tem sido ao longo do ano: ridículo. O time é fraco, desorganizado, sem alma, extremamente carente e capenga. Penou para empatar em casa com os juniores da rebaixada Macaca. O final do campeonato, com este décimo quinto lugar é absolutamente constrangedor.

E eu gostaria de acreditar que Luigi, Medeiros, Souto de Moura e Chumbinho tivessem essa capacidade de constranger-se também. O Presidente deveria renunciar, reconhecendo que não é competente para o cargo que exerce. Além disso, os homens do futebol colorado deveriam ter hombridade e sair de seus cargos. O trabalho deles é simplesmente lamentável. Pouco ou nada fica de aproveitável deste ano.

No que tange às mudanças a serem feitas, é forte a tendência de que Abel Braga assuma. Gosto dele, é um vencedor, identificado com o clube. Mas tudo já começa muito mal quando leio que a primeira indicação do treinador seria Edinho, de temporada horrorosa no Fluminense. Seria a reedição de uma receita que tem sido desastrosa: trazer um veterano ex-jogador do clube no afã de que seja o que fora há dez anos. Há ainda a amizade do treinador com jogadores que já não reúnem condições para jogar no Colorado: até que ponto isso pode ser nocivo num ano que tende a ser bastante delicado?

As coisas tornam-se ainda piores quando ouço e leio que uma das soluções geniais encontradas por estes senhores para resolver os problemas do Inter passam por conferir maiores poderes ao Executivo do futebol, Chumbinho, de serviços extremamente questionáveis prestados nesta sua volta ao clube.

O ano que vem preocupa. Renovar é preciso. O goleiro é um bom reserva, nada mais. Os laterais atuais são insuficientes.  Índio merece um busto no Beira-Rio; mas chega, não dá mais. Juan teve queda de rendimento acentuadíssima ao longo da temporada, e merece ter sua situação revista. Os volantes são ruins: talvez um ou outro mereça melhor aproveitamento, mas o quadro geral na posição é deprimente. E entre as meias e o ataque, muito também existe a se limpar. D’ale, Otavinho, Scocco e talvez Alex, são jogadores dos quais ainda se pode esperar algo. Damião foi uma lástima completa e, assim, como Forlán e Rafael Moura, parece não ter ambiente para continuar. O clube precisará contratar boa quantidade de reforços, e com alto índice de acertos. Deverá, pontualmente, apostar na base também, sem queimar garotos num momento de transição, que exige muitos cuidados.

Estou cético para a primeira temporada do novo Beira-Rio. O trabalho a ser feito parece muito maior do que a capacidade dos homens que comandam o Inter indica. O quadro é muito feio. É triste e melancólico.

Por fim, cabe abrir um parêntese e lamentar as cenas terríveis de Joinville, onde mais uma vez a barbárie promovida por dementes, bandidos fantasiados de torcedores, prevaleceu sobre o futebol jogado dentro de campo. Esse tipo de gente tem que pegar um xilindró pesado e nunca mais entrar num estádio. Futebol é acima de tudo lazer, alegria, confraternização, mesmo com todas as rivalidades existentes. Não deveria ser ambiente para violência e morte. Lugar de bandido é atrás das grades e não em arquibancada de futebol.

Notas:  

Muriel: 5

Ednei: 3

Índio: 4

Juan: 3

Fabrício: 3

João Afonso: 4

Josimar: 3

(Alex: sem nota)

D’alessandro: 4

Jorge Henrique: 2

(Forlán: 4)

Otávio: 4

Leandro Damião: 2

(Rafael Moura: 2)

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