Velocidade, coragem e inteligência: tripé fundamental para trazer a vaga do México

Está chegando a hora e a ansiedade pelo confronto decisivo com o Tigres só aumenta. Já imaginei muitas coisas para a partida de amanhã. Até sonhei com o jogo, como relatei aqui mesmo. Fato é que de todas as formas que me pego imaginando um possível e desejado triunfo do Inter, três ingredientes não abandonam minha receita: velocidade, coragem inteligência.

A velocidade será fundamental. O Tigres é ótimo time, mas já mostrou que defensivamente não é essa maravilha toda. No seu campo, com a torcida empurrando, a equipe terá de se expor na retaguarda, abrir espaço. Se acontecer do Inter inaugurar o placar (oxalá!), então, nem se fala. Nilmar, Valdívia e Sasha, rápidos, movimentando-se intensamente e alimentados por jogadores técnicos e cerebrais como Aránguiz e D’alessandro, podem realmente fazer a diferença. Lisandro López poderia ficar como alternativa de luxo para o caso do time encontrar-se em apuros e precisar de maior peso ofensivo na segunda etapa.

A coragem também será mais do que necessária. O Tigres tentará acuar o Inter. E o Inter não poderá comportar-se como uma zebrinha vulnerável. Terá que agredir de volta. Mostrar que aquela camiseta vermelha, Bicampeã da América, tem peso e merece respeito. Tenho a honestíssima impressão de que se o Colorado se propuser a jogar futebol, com respeito e cuidado, mas nunca medrosamente, poderá fazer até mais de um gol. E se assim o fizer, o adversário que se vire para marcar os quatro gols de que precisará, com o peso e a pressão terríveis inerentes ao cenário.

Por fim, a inteligência, a postura, a experiência surgem como chaves importantes para a tarefa colorada. O Inter possui uma vantagem pequena que poderá tornar-se extraordinária de acordo com a forma como vai encarar a partida. Sentar-se sobre essa vantagem é um perigo desnecessário. É importante jogar bola, com naturalidade, e que os experientes, liderados por D’alessandro, ajudem a conter possíveis afobações dos mais jovens, e sejam os “pára-raios” quando o cotejo encrespar. Esses caras têm de assumir a frente quando um Sóbis da vida vier arranjar encrenca, quando um Arévalo colocar força demasiada em uma dividida, quando o adversário tentar transformar o jogo numa guerra. É fundamental ter quem bata no peito e assuma para si as broncas da partida, para que os mais jovens possam simplesmente jogar o seu futebol sem cair em qualquer tentativa de intimidação.

Eis, deste modo, o tripé que poderá conduzir o Colorado a mais uma final de Libertadores. Esse tipo de competição exige o algo a mais, não bastam tática e técnica, é necessário ter, com o perdão do termo, colhões. Felizmente, até agora, o Inter teve isso em todos os momentos realmente decisivos da temporada. Mesmo entre altos e baixos, com oscilações perigosas e preocupantes, quando foi chamado a ser decisivo, o time alvirrubro foi, de forma contundente e fulminante. Que amanhã a tendência se repita. E tenhamos em campo um Inter veloz, corajoso e inteligente.

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