Quebrem o tabu, jornalistas esportivos!

Durante essa semana, as redes sociais estremeceram.

O jornalista Fabiano Baldasso assumiu seu coloradismo.

Antes disso, Rafael Serra havia declarado ser gremista.

Ano passado, Leonardo Meneghetti revelou sua paixão pelo Inter.

Quer saber? Acho ótimo.

Sei que existe uma certa pressão inerente ao jornalismo esportivo, especialmente nessas plagas tão marcadas pela rivalidade.

Mas isso também é alimentado pelos próprios jornalistas, com a sacralização da questão do time para o qual eles torcem. É como um tabu.

E faz com que os próprios torcedores levem esse tipo de coisa excessivamente a sério.

Eis o velho dilema de Tostines: é fresquinho porque vende mais, ou vende mais porque é fresquinho? No caso: os jornalistas não revelam porque os torcedores levam muito a sério, ou os torcedores levam muito a sério porque os jornalistas não revelam?

Vejo, por exemplo, um narrador profundamente deprimido na televisão após uma derrota de determinado time, tendo que disfarçar a tristeza.

Pra que isso? É desumano! É de dar dó! E nem precisa ser assim!

Com mais e mais jornalistas “saindo dos seus respectivos armários”, a tendência é de que essa carga amenize.

Não há problemas em ser colorado ou gremista se a análise for séria.

Não há motivo para criar um ambiente de animosidade para um jornalista pelo simples motivo dele torcer para A ou B.

O cara é bom ou não é.

Alguns dos melhores jornalistas esportivos que conheço assumem seus respectivos times do coração sem problema algum: Mauro Beting, Leonardo Bertozzi, Mário Marra, só para ficar em alguns nomes.

Então chega de tabu, amigos! Assumam seus times! Levem-se um pouco menos a sério, sem perder a seriedade analítica. Fará bem para vocês e para o futebol.

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