A camisa da discórdia

Não estou entre aqueles que acharam a nova camisa colorada um horror.

Se ela não arranca suspiros, também não chega a ser trágica. É bonitinha, até.

Isso não significa, porém, que a Nike não esteja deixando a desejar.

Está, e bastante, especialmente no que se refere aos modelos 2 e 3- quando o 3 existe.

Às vezes parece que a fornecedora formula os modelos com preguiça, quase desleixo.

Falta inovação e inventividade, e as camisas se repetem com as de um passado bem recente.

Vejamos a comparação da atual camisa 2 com a de 2011:

Fotos: site oficial do S.C. Internacional.

Parecida com o modelo Reebok de seis anos atrás, não?

E o terceiro modelo de 2013?

Fotos: site oficial do S.C. Internacional.

É ou não é parecidíssimo com o modelo lançado pela Reebok então quatro anos antes.

Num período relativamente curto de tempo, a Nike vem reciclando, com pequenas alterações, designs anteriores.

É essa, digamos, “falta de empenho” o que mais me incomoda na relação da empresa com o Inter.

Isso sem contar a gama de produtos que a fornecedora anterior oferecia ao torcedor, infinitamente superior à que a atual oferece.

É claro, vale também destacar um fato: o Internacional também precisa se flexibilizar no uso das cores do seu uniforme.

Ao ficar refém do vermelho e branco em todos, diminui-se também o universo de possibilidades.

Está na contramão do futebol atual.

Uma das grandes paixões dos torcedores nas redes sociais é a camisa de treino preta.

Por que não investir mais no diferente (desde que não seja aquele amarelo Mc Donald’s de 2014)?

O Real Madrid não é menos merengue por ter um uniforme preto, verde ou lilás. O Barcelona não é menos azul-grená por ter um uniforme laranja, azul-bebê ou amarelo.

Há muito mais a se explorar comercialmente, com mais cores, com mais inventividade, mesmo sem se mexer no uniforme 1, clássico, vermelho.

Infelizmente, clube e fornecedora estão devendo muito nesse quesito.

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