Guto Ferreira sepultou de vez sua trajetória no Inter com a frase de ontem

Se o Inter foi do meio da tabela para a liderança da Série B, existe aí boa dose de mérito de Guto Ferreira.

Porém, a queda vertiginosa de rendimento também deve ir em grande medida para a conta do treinador.

O Colorado voltou a ser um time previsível e fragilizado, exatamente como era nos tempos de Antônio Carlos.

Falta qualidade também ao elenco. É uma vergonha a carência absoluta de jogadores, seja de grupo, ou mesmo de titulares, para posições como a zaga e a lateral direita.

Além de tudo isso, parece faltar temperamento a este time do Inter, especialmente se considerarmos a tese que vem surgindo, que dá conta de que o time “está muito ansioso”.

Ora bolas, times como CRB, Luverdense e Boa Esporte não têm mais qualidade técnica do que este time de Guto Ferreira, mesmo mambembe. E este time não consegue superá-los! Se a ansiedade/nervosismo não deixa esse time ganhar de potências como as supracitadas, esses jogadores vão ter força para superar quem amanhã ou depois numa Série A?

O inferno da segunda divisão ainda queima e arde no lombo de cada colorado.

A classificação vai ocorrer, se não ocorresse teríamos a maior catástrofe da centenária história colorada.

Há ainda a obrigação do título, que não deve ser esquecida. Subir com pontuação inferior a qualquer dos adversários da atual Série B seria um pequeno fiasco.

O acesso virá inércia, mesmo. Mas o título fica muito ameaçado com a constrangedora falta de resposta e de soluções da equipe dentro de campo.

Se já estava difícil defender Guto com as últimas atuações e resultados, após a desastrosa coletiva do pós-jogo de ontem, ficou impossível.

O treinador disse: “Só toma gol quem está dentro da partida. Eu não tenho como tomar”, tirando de si a responsabilidade.

Ainda que em alguma medida ele possa ter razão, esse tipo de declaração liquida o ambiente, e torna inviável sua permanência.

No boleirês, quem tira o corpo fora e joga seu grupo de jogadores aos leões é chamado de traíra. Os jogadores terão de jogar mais do que nunca pelos torcedores e pela camiseta. Pelo treinador, não jogarão mais.

Guto perdeu a mão, tanto taticamente como na gestão de pessoas.

E o Inter está se perdendo junto.

Agora, deve-se retomar o foco e acabar com essa angústia de uma vez por todas.

E para o ano que vem, a formulação terá de ser profunda, ao contrário do que o vice de futebol Roberto Melo tem dito aos microfones.

Espero, aliás, que ele não acredite na maioria das coisas que diz, para o bem do Internacional…

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